Cuidados com a criança
O convívio entre bebês e animais de estimação
3 de novembro de 2014
0
bebes-e-pets

No post de hoje, eu reuni várias informações em relação a uma dúvida constante entre mamães e papais. Estou falando da relação entre os bebês e os pets (cães, gatos, e outros animais de estimação).

Benefícios:

A companhia de um animal de estimação vai além de simples momentos de diversão e lazer. Diversos outros benefícios como o bem estar psicológico e apoio na prevenção e tratamento de muitas doenças já são comprovados cientificamente.

Segundo o estudo encomendado pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), ao grupo de pesquisa do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), os benefícios dos pets à saúde das pessoas vão desde a melhora na imunidade de crianças e adultos, redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças comuns, como dor de cabeça ou resfriado.

Os pesquisadores identificaram vários benefícios aos bebês, pois certas proteínas que exercem importante papel na regulação do sistema imunológico e das alergias aumentam significativamente em bebês de um ano de idade quando expostos precocemente a um cão.

O estudo mostra que a convivência possibilita aos bebês ficarem menos suscetíveis às alergias e dermatites tópicas. “Também foi constatado a diminuição de rinites alérgicas aos quatro anos de idade e aos seis a sete anos, devido à redução da imunoglubina, um anticorpo que quando em altas concentrações sugere um processo alérgico”

 

Perigos:

Vale ressaltar, porém, que para manter um bom convívio entre as crianças e os pets, é necessária a orientação veterinária periódica para manter a saúde e o bem estar do animal. O médico veterinário vai acompanhar questões relacionadas à vacinação, medicação e tratamentos.

Além disto, é importante estarmos atentos ao Controle de Pulgas e Carrapatos, Dirofiliara (doença do coração) e outros parasitas internos. “Controlar a saúde dos pets é cuidar da saúde da própria família, já que algumas doenças como verminoses são transmissíveis as crianças e adultos, podendo ocasionar problemas muito sérios”, conclui.

O mesmo acontece na hora de orientar procedimentos como vermifugação, utilização de antiparasitários e acompanhamento da carteira de vacinação do animal.

Nunca deixe o bebê sozinho com o cachorro, principalmente quando a criança começar a engatinhar. Se o bebê puxar o pelo ou o rabo do cachorro, o único jeito de o animal se desvencilhar vai ser dando uma mordida. Outro cuidado é não aproximar o rosto do bebê ao focinho do cachorro. O “olho no olho” pode ser encarado como uma ameaça pelo animal.

Os gatos não costumam ficar com ciúme do bebê. O problema com o gato é conseguir evitar que ele entre no berço. Uma opção é usar um tipo de mosquiteiro com elástico quando o bebê estiver no berço ou no carrinho.

Um truque que donos de gatos usam é, antes de o bebê nascer, colocar papel-alumínio dentro do berço. Se o gato entrar, vai se assustar com o barulho e muito provavelmente não vai querer entrar lá de novo.

O gato costuma simplesmente fugir da criança se está incomodado, mas alguns podem morder ou arranhar.

É até comum crianças pequenas levarem mordidinhas de seus próprios bichos de estimação, mas normalmente se trata de uma brincadeira do animal. De qualquer jeito, é importante ficar de olho.

Como adaptar o cão à chegada do bebê?

 A maioria dos cachorros não vai ficar contente de perder o reinado por causa de um “brinquedinho” novo, principalmente porque esse novo habitante solta ruídos estranhos, dorme em um espaço novo feito para ele ou até mesmo no quarto dos “donos da matilha”, além de roubar a cena e muitas vezes fazer com que o cachorro apanhe ou seja esquecido.

Uma cena que me emociona muito é ver nas praças e parques bebês e seus cães. Sempre me dá a impressão de que o cachorro está cuidando do bebê, feliz por estar fazendo parte do grupo. Para esse relacionamento dar certo se faz necessário alguns cuidados, mas tudo vale a pena e nada é tão difícil assim.

Em primeiro lugar o mais importante: Não mudar a rotina do cachorro por causa do bebê. Se você for mudar alguma coisa, mude antes do nascimento. O cachorro adora a rotina, ou seja, se desde que ele chegou na sua casa, até seu último dia, ele fizer em todos os horários a mesma coisa, ele ficará sempre feliz. Então, se você optou por quando o bebê nascer não deixar o cachorro entrar na sala, comece desde já. Se ele vai ser alimentado de maneira diferente, comece já. Resumindo: Nada vai mudar na vida dele por causa do novo ser. É o primeiro passo para uma grande amizade entre eles.

Quando o bebê nascer, alguém leva o cobertorzinho da primeira noite para o cachorro se sentir familiarizado com cheiro do bebê, deixe ele cheirar e faça muito carinho associado ao cheiro.

Quando o bebê chegar em casa, a mãe não deve estar carregando o bebê. Lembre-se, você passou uns 3 dias longe dele, e reaparece carregando esse “brinquedo”? Ah, não!!!! É muito cruel com o peludão que vai te esperar louco de saudade. Deixe uma terceira pessoa carregar o bebê e vá fazer a festa com o cachorro. Quando ele estiver mais calmo, aí sim, traga o bebê e deixe ele cheirar o pé. Ele vai associar o cheiro dele com o do cobertor.

Nunca brigue com o cachorro na frente do bebê. Deixe ele achar que o bebê é o seu “porto seguro”. Inclusive, lembre-se de deixar petiscos na parte de baixo do carrinho, como se fosse presente dele para o amigão de 4 patas.

Quando começarem os passeios do bebê, as famosas caminhadas em família pela vizinhança, deixe o cachorro fazer parte dessa aventura. Dessa maneira ele terá certeza que o bebê é o novo membro bem-vindo na matilha.

Por último, se você pensa que seu animal de estimação é uma ameaça à saúde da mamãe ou do bebê, converse com seu veterinário. Você descobrirá que, ao contrário que as pessoas imaginam, a convivência com animais de estimação em nada compromete esse período tão especial da vida da família. Desde que o animal esteja vacinado, vermifugado e tenha assistência veterinária.

A criança que convive com animais:

• É mais afetiva, repartindo suas coisas, é generosa e solidária, demonstra maior compreensão dos fatos, é crítica e observadora, se sensibiliza mais com as pessoas e as situações.

• Apresenta autonomia, responsabilidade, preocupação com a natureza, com os problemas sociais, desenvolve boa autoestima.

•  Relaciona-se com desembaraço com os amigos, tornando-se mais sociável, cordial e justa. Sabe respeitá-los.

•  Desenvolve sua personalidade de maneira equilibrada e saudável, sem mais facilidade para lidar com a frustração, liberta-se do egocentrismo.

•  Desde os cuidados com aquela planta do vaso da sala aos cuidados com o bichinho que escolheu para ser seu, a criança está desenvolvendo uma nova consciência, onde o meio-ambiente, as questões ecológicas do momento e as questões sociais, políticas e econômicas do mundo, sob uma outra ótica, contará com a colaboração de verdadeiros cidadãos.

 Curiosidades:

• Pacientes autistas foram “despertados” de seu estado constante derecolhimento na presença e o convívio com animais.

• Nos lares de pessoas idosas, a presença de um animal aumenta as expectativas de vida.

• A equoterapia (terapia complementar com auxílio de cavalos) é utilizada no desenvolvimento psicomotor de portadores da síndrome de Down e outras deficiências neuropsicomotoras congênitas ou adquiridas.

• Os animais são indicados para pessoas com deficiências sensoriais (cegos e surdos), dificuldades de coordenação motora (ataxia), atrofias musculares, paralisia cerebral, distúrbios comportamentais e outras afecções.

• O cachorro é capaz de pressentir antecipadamente as “convulsões” características da epilepsia quer seja do ser humano ou de outro animal.

• Todos os procedimentos científicos e técnicos vêm confirmar a relação afetiva que os animais são capazes de estabelecer com as pessoas. Além disso, é muito importante lembrar que todos nós interagimos no mesmo ecossistema.

Quer mais informações?

Se você gostou do assunto, clique aqui para baixar o e-book: GUIA CRIANÇAS + PETS, desenvolvido pela Bayer.
O conteúdo desse e-book é muito rico, e com certeza vai te ajudar.

No e-book, você vai aprender tudo, inclusive como escolher o cachorro ideal para você, caso você ainda não tenha um cachorro e se sinta motivado em adotar mais um membro para a família.

Dê vida a esse blog. Comente!

Sobre a Autora

Soyama Brasileiro

Enfermeira e técnica-responsável pelo Banco de Leite do Hospital Regional da Asa Norte de Brasília (HRAN), conhecida como a Fadinha do Leite.

Post's Relacionados

/ Você pode gostar destes posts também

prevencao-acidente-crianca

Como evitar acidentes domésticos com crianças de 0 a 7 anos.

Se você tem uma criança de 0 a 6 anos em casa, s...

Leia Mais

Há 0 comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>